Anti-marketing: quando as marcas pedem para não ser consumidas

Deixar o próprio apelo comercial de lado em prol de uma causa maior, como fez O Boticário, é estratégia já experimentada por alguns anunciantes

Bárbara Sacchitiello
11 de abril de 2018

Veja a matéria no site original da Meio & Mensagem clicando aqui.

Lançado neste domingo, 8, no intervalo do Fantástico, o novo comercial da linha Make B., do Boticário, traz uma mensagem ousada. Ao mostrar Gisele Bündchen e outras modelos afirmando que não precisam usar maquiagem – mas que o fazem porque desejam – a marca usa uma estratégia que, vez ou outra, aparece na publicidade: uma espécie de anti-marketing de seu próprio produto em prol de uma causa ou projeto maior.

No caso do Boticário, a mensagem transmitida na campanha da AlmapBBDO é focada na autoestima feminina, afirmando que, para as mulheres, a maquiagem deve ser vista como opção e não como obrigação, conforme a indústria da beleza propagou por décadas. No comunicado de divulgação da campanha, Keka Morelle e Marcelo Nogueira, diretores de criação da AlmaoBBDO, citaram que a indústria da beleza vem testemunhando a mudança da atitude dos consumidores, que passaram a valorizar a autoestima e a naturalidade. “Concordamos que a beleza natural é válida. Mas, também, usar maquiagem não pode ser um problema. O ‘não use maquiagem’ pode ser proibitivo ou impositivo tão quanto o ‘use maquiagem’. A ideia é mostrar cada um pode escolher e que maquiagem pode ser uma forma de expressão”, dizem os diretores. Veja:

Convidar o público a refletir a respeito dos próprios produtos é algo que não fica restrito apenas à indústria da beleza. A Heineken, por exemplo, vem trabalhando globalmente uma plataforma de consumo responsável, que incentiva as pessoas a moderarem seus hábitos e, na prática, consumirem menos álcool.

Em 2016, a marca de bebidas lançou uma série de comerciais que apresentava esse alerta. “The Invitation”, criado pela Publicis Brasil, classificava como heróis as pessoas que, nas festas e baladas, conseguiam consumir bebidas moderadamente. Globalmente, o conceito foi trabalhado com a campanha “The Hero”, que mostravam a visão feminina a respeito de quem sabe – e quem não sabe – a hora certa de parar de beber. Relembre:

Para um canal de TV, quanto mais tempo as pessoas passarem em casa, diante da telinha, melhor será. A rede Telecine, no entanto, contraria um pouco essa ideia ao promover campanhas que incentivam as pessoas a frequentar as salas de cinema. A mais recente delas foi lançada em janeiro deste ano e mostra que, somente no cinema, as pessoas poderão entrar em contato com universos mágicos. Veja:

Em 2015, a Fiat também convidou o público a refletir a respeito do uso de automóveis em uma campanha do modelo Punto. No comercial, criado pela Leo Burnett Tailor Made, detalhes tecnológicos e de design do carro eram apresentador até que, no fim, o proprietário deixava o automóvel na garagem e seguia para a rua de bicicleta. Na ocasião, a montadora declarou que, pelo seu papel no mercado brasileiro, tinha a missão de levantar a discussão a respeito de novas alternativas de transportes. Relembre:

Um clássico exemplo de ação anti-marketing é lembrado por quem acompanhou a MTV há mais de dez anos. Em 2004, o canal surpreendeu sua audiência ao exibir, em seus intervalos, chamadas que pediam ao espectador “Desligue a TV e vá ler um livro”. Embora sugerisse algo que, na prática, prejudicaria a audiência do canal, a diretoria da MTV, na época, considerou o case um sucesso por ajudar a incentivar os jovens e adotarem o hábito da leitura.

Portas fechadas e Leão em Cannes
Fora do Brasil, uma ação de “anti-marketing” que chamou a atenção e conquistou os mais importantes prêmios internacionais de publicidade em 2016 foi a da loja de artigos esportivos REI. Às vésperas da Black Friday do ano anterior – data de maior volume de vendas no ano – a empresa anunciou que fecharia as portas de todas as suas lojas nos Estados Unidos durante o feriado. A proposta era convidar as pessoas a aproveitarem o dia ao ar livre, praticando esportes. O case conquistou diversos prêmios internacionais de publicidade e foi considerado a grande ideia do Cannes Lions 2016, conquistando o Grand Prix de Titanium.

 

Qualidade da publicidade digital é ponto crítico para marcas

Estudo inédito da Kantar Media aponta que consumidores cobram cada vez mais coerência e valor agregado dos anúncios veiculados na internet

Luiz Gustavo Pacete
27 de abril de 2018

Veja a matéria original na Meio & Mensagem clicando aqui.

Os consumidores que navegam na internet enxergam valor na publicidade, no entanto, identificam que repetição e falta de criatividade incomodam. A constatação é da nova edição do estudo Dimension, realizado pela Kantar Media no Brasil, China, França, Estados Unidos e Reino Unido.

A pesquisa ouviu mil consumidores conectados em cada um desses países durante o fim do ano passado e cruzou as informações com opiniões de líderes da indústria criativa.

Do total de pessoas ouvidas, 21,4% dizem que os anúncios podem encorajá-las a falar sobre a marca nas redes sociais, 33,5% dizem que os anúncios tornam mais provável que elas falem sobre a marca com amigos e familiares e 42,9% dizem que os anúncios as encorajam a falar sobre marcas com amigos e familiares.

No entanto, bloquear publicidade intrusiva é uma opção cada vez mais presente nas respostas dos consumidores. Do total, 49% dos que “sempre bloqueiam” não gostam de publicidade e 32,5% dos bloqueadores dizem que a publicidade está mudando para pior. Entre as principais razões para o bloqueio estão a pouca criatividade, a falta de relevância, contextos não apropriados e cronologia imprecisa da colocação de anúncios. Essas razões do consumidor são reconhecidas pelos líderes do setor.

Em agosto de 2017, a Heinz criou uma campanha que levou as receitas do Instagram para os usuários da rede. Uso inteligente de dados ainda é desafio para as marcas (crédito: divulgação)

Uma das conclusões do levantamento é de que, embora estejam sendo feitos progressos na forma como a publicidade online é percebida por aqueles que são mais expostos a ela, ainda há muito a ser feito para elevar os padrões criativos e a relevância.

Continue Reading

7 tendências de Marketing Digital para 2018: as estratégias e tecnologias que ganharão força no ano

E aí, preparado para inovar em 2018? Reunimos algumas das novidades que, de acordo com grandes especialistas no assunto, serão tendência no ano; confira a matéria da Resultados Digitais abaixo ou clicando aqui.

Em vez de ler, que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo:

 

 

Entra ano, sai ano, o Marketing Digital é influenciado por diversas tendências de inovação que vão surgindo. Praticamente todos os dias, vemos novas tecnologias e conceitos surgirem e acrescentarem novas ideias ao mercado.

Das mais simples e populares às mais complexas e exclusivas, essas ideias vão, aos poucos, sendo implementadas por diversas empresas, mas os negócios que mais costumam se beneficiar são aqueles que saem na vanguarda do surgimento das novidades, aproveitando essas tendências assim que elas aparecem.

Nos últimos tempos, por exemplo, na contramão do enorme volume de informação que está sendo gerado no mundo, surge um contramovimento que busca a simplificação e a volta ao essencial.

Conteúdos mais diretos, menor volume — mas com mais relevância —, melhor gestão da informação, comandos por voz e a tecnologia como forma de assistência na organização dessas informações, principalmente, para facilitar os processos que podem ser automatizados são algumas das tendências que vêm aparecendo.

Reunimos algumas das novidades que, de acordo com grandes especialistas no assunto, serão tendência em 2018. Mas, mais do que estar de olho nas novas tecnologias, é necessário prestar atenção à evolução do comportamento humano, que conduz a todas essas evoluções na tecnologia — e no Marketing Digital.

Continue Reading

6 maneiras de ganhar dinheiro com o mundo pet

Aqui em casa temos três gatos. Na verdade são um gato e duas gatas: Francisco, Lola e Cássia. Embora eu e a Bella (que também é gata mas, no caso, é minha namorada) nos consideremos ‘lights’ no trato que damos aos nossos pets não há como negar que cuidar deles envolve, além de muita atenção e carinho, um significativo investimento mensal. A matéria abaixo do Uol traz algumas informações interessantes sobre este mercado que só cresce a cada dia. A matéria original você encontra clicando aqui.

Mesmo com a instabilidade da economia brasileira, uma das coisas das quais não abrimos mão é cuidar dos nossos animais de estimação. Não é à toa que o mercado pet é um dos que mais crescem atualmente.

Estima-se que existam cerca de 27,9 milhões de cachorros, 12 milhões de gatos e 4 milhões de outros animais no Brasil. O nicho gerou um faturamento de mais 18 bilhões de reais em 2016. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Entre os serviços mais contratados estão os relacionados a comida para animais (67%), serviços (16,7%), cuidados com os pets (8,1%) e veterinários (7,8%).

>> Leia também 4 dicas para montar um pet shop virtual

Apesar de o mercado ser promissor, fazer mais do mesmo pode não ser uma boa alternativa, e, por isso, muitas marcas estão investindo em negócios voltados para o mercado pet, mas com conceitos diferentes.

Conheça alguns deles e se inspire para montar seu próprio negócio!

Continue Reading

Quem são os millennials de 65 anos?

Pesquisa da Kantar Worldpanel, apresentada no CONAREC 2017, mostra o novo perfil do consumidor sênior. Ele é bem parecido com os Millennials. Veja.

A imagem de um senhor de idade sentado, esperando a vida passar, está ficando cada vez mais para trás. Os avanços da tecnologia e a influência do comportamento dos Millennials transformaram o perfil do consumidor sênior. “Temos muitas oportunidades com esse público mais maduro. Eles querem ter suas expectativas atendidas”, afirmou Christine Pereira, diretora de Business e Marketing da Kantar Worldpanel. Ela apresentou dados sobre esse público no CONAREC 2017, que aconteceu nesta semana em São Paulo.

Os estereótipos em relação a esse público, diz, estão sendo desconstruídos. Cada vez mais eles se parecem e desejam o mesmo que a média dos Millennials quer. “Há muitas similaridades. Eles se preocupam com beleza e estilo de vida”, afirmou. De acordo com o estudo, o público com idade acima de 50 anos, considerados independentes maduros, representam 18% da população – um mercado e tanto quando se trata de consumo.

O estudo mostra que o consumo no Brasil deve crescer 1,7%. Contudo, entre esse público o aumento deve ser de 2,3%. Hoje, eles já representam 15% dos gastos em bens de consumo não duráveis. Entre 2010 e 2015, esse público deve triplicar, como consequência do envelhecimento da população.

“É um público que temos de tratar com muito carinho, porque traz muitas oportunidades. A renda deles é maior e eles têm uma relação favorável entre renda e gastos e exatamente por isso eles estão no grupo onde estão as maiores oportunidades”, afirmou a especialista.

Quem eles são?

Quem são os Millennials de 65 anos? É um grupo de pessoas com bolso saudável e que já tem um lar bem equipado, por isso buscam mais serviços e experiências. Segundo o estudo, 31% desse grupo está nas classes A e B; 17% deles gastam com diaristas ou mensalistas; 92% não pagam aluguel; e 64% deles vivem em casas com mais de seis cômodos.

O gasto desse público com itens em promoção é de 14%, número maior que os dos jovens independentes – ou seja, eles se preocupam em manter o bolso saudável.

De acordo com Christine, ao contrário do que dizem, esse público está ligado na transformação digital. “Eles estão fazendo a migração digital, no sentido de buscar aquilo que traz benefícios e simplifique a vida deles. Os negócios que forem nessa direção têm muito para crescer”, considerou.

Produtos e serviços, mesmo digitais, que têm como objetivo tornar o dia a dia desses Millennials de 65 anos mais fácil têm ganhado mais espaço. Segundo a especialista, esse público está até mais disposto a pagar mais por isso.

Por: No Varejo by Hermano Mota – Clique aqui para ver a matéria em seu site original.

Os passos mais básicos que sua empresa precisa saber para fazer um planejamento de marketing

O plano de marketing é o conjunto de ações estipuladas para alcançar um ou mais objetivos em seu negócio; saiba como começar o seu. (Veja esta matéria da Resultados Digitais em seu link original clicando aqui).

Todas as empresas que buscam expandir sua atuação no mercado de trabalho precisam de um planejamento estratégico de marketing, a fim de elaborar suas estratégias de comunicação que contribuam para o crescimento da empresa.

plano de marketing é feito com o intuito de alcançar objetivos pré-determinados, focados em ações de divulgação voltadas para sua marca, produto específico ou serviço realizado pela empresa.

Esse planejamento estratégico de Marketing pode ser considerado uma ferramenta de gestão, servindo para fazer com que a empresa se mantenha competitiva no mercado.

Além disso, pode servir também para produzir uma apresentação melhor e mais completa de seu produto ou serviço, criando, assim, uma imagem positiva em relação a empresa nas redes sociais.

Entenda melhor como criar um plano de marketing neste artigo.

Continue Reading

Pedreiro anda até 40 km por dia para entregar cartões improvisados em folha de caderno

 

Sem dinheiro para fazer e imprimir o currículo, Donizete Pereira resolveu oferecer os serviços de porta em porta nos bairros de Bauru. Esforço dele repercutiu nas redes sociais.

Depois de ficar dois meses desempregado, com aluguel atrasado e muitas vezes sem ter o que comer, o pedreiro Donizete Pereira resolveu sair de porta em porta em busca de uma oportunidade de emprego nos bairros de Bauru (SP).

Sem dinheiro para fazer e imprimir currículos, ele improvisou cartões de visitas. Escritos à mão pela mulher dele em uma folha de caderno, os cartões com o contato do pedreiro foram distribuídos em caixas de correio de centenas de casas.

“Tinha dias que eu escrevia 50, 100, 150 cartõezinhos e saía ele e a minha filha distribuindo por aí”, conta a esposa Gislaine Therezinha da Silva. Com os papeizinhos no bolso, o pedreiro percorria até 40 km por dia.

Continue Reading

“BORRACHARIA CHIQUE” APOSTA EM FUNCIONÁRIO COM UNIFORME ELEGANTE E ATENDIMENTO PERSONALIZADO

É fascinante vermos experiências transformadoras que utilizam as técnicas de Marketing como a relatada pelo Leandro Freitas na PEGN. De uma borracharia “velha, suja e fedorenta” como ele próprio diz, surgiu uma proposta de negócio diferenciado e muito original. Reinventar-se é preciso!

Leandro Freitas, 37 anos, trabalha há 23 anos como borracheiro. Estava satisfeito com os resultados de sua oficina no bairro de Santa Luíza, em Vitória (ES), mas sentia que ainda faltava algo para melhorar a qualidade do seu negócio. “Percebi que poderia deixar o negócio com uma cara mais moderna e limpa, bem diferente das borracharias tradicionais”, afirma o empresário.

Mas antes de mudar a decoração de sua loja, Freitas viu que precisava se qualificar. “Me aprofundei bastante em pesquisas, fiz cursos, sessões de coaching e mentorias. Mudei minhas crenças e me senti preparado para investir nessa ideia.”

Continue Reading

Revistas que se reinventam no impresso: apesar do encolhimento do mercado, publishers não deixam de investir no papel e desafiam digital.

Particularmente penso que dificilmente uma mídia substituirá outra por completo. Vivemos num mundo extremamente heterogêneo, com 7,6 bilhões de habitantes em graus de evolução humana, econômica e cultural completamente diferentes, com necessidades e recursos muito específicos.  Assim como os meios eletrônicos e impressos ainda hoje estão distante de atingir todas as regiões do planeta os meios digitais também terão um longo caminho a a percorrer. E a convivência destes muitos meios só traz vantagens, uma vez que a cada dia temos mais ferramentas para levar a informação até onde ela precisa chegar. A matéria original é do site Meio & Mensagem.

Brasileiro vê mais TV hoje do que há dez anos, diz Ibope

Apesar de toda a evolução dos novos canais de comunicação, com destaque para as mídias digitais que ganharam espaço devido ao seu baixo custo e grande efetividade, os meios tradicionais como a TV e o Rádio continuam muito vivos e com lugar garantido nos planejamentos de Marketing. A matéria abaixo do Meio & Mensagem traz dados importantes sobre este assunto.

Segundo estudo da Kantar Ibope Media, o tempo médio de consumo de televisão do brasileiro cresceu uma hora em dez anos. Em 2007, o telespectador passava cerca de cinco horas e 11 minutos assistindo à TV diariamente e, no ano passado, esse tempo médio foi de seis horas e 17 minutos (veja tabela).

Continue Reading