Qualidade da publicidade digital é ponto crítico para marcas

Estudo inédito da Kantar Media aponta que consumidores cobram cada vez mais coerência e valor agregado dos anúncios veiculados na internet

Luiz Gustavo Pacete
27 de abril de 2018

Veja a matéria original na Meio & Mensagem clicando aqui.

Os consumidores que navegam na internet enxergam valor na publicidade, no entanto, identificam que repetição e falta de criatividade incomodam. A constatação é da nova edição do estudo Dimension, realizado pela Kantar Media no Brasil, China, França, Estados Unidos e Reino Unido.

A pesquisa ouviu mil consumidores conectados em cada um desses países durante o fim do ano passado e cruzou as informações com opiniões de líderes da indústria criativa.

Do total de pessoas ouvidas, 21,4% dizem que os anúncios podem encorajá-las a falar sobre a marca nas redes sociais, 33,5% dizem que os anúncios tornam mais provável que elas falem sobre a marca com amigos e familiares e 42,9% dizem que os anúncios as encorajam a falar sobre marcas com amigos e familiares.

No entanto, bloquear publicidade intrusiva é uma opção cada vez mais presente nas respostas dos consumidores. Do total, 49% dos que “sempre bloqueiam” não gostam de publicidade e 32,5% dos bloqueadores dizem que a publicidade está mudando para pior. Entre as principais razões para o bloqueio estão a pouca criatividade, a falta de relevância, contextos não apropriados e cronologia imprecisa da colocação de anúncios. Essas razões do consumidor são reconhecidas pelos líderes do setor.

Em agosto de 2017, a Heinz criou uma campanha que levou as receitas do Instagram para os usuários da rede. Uso inteligente de dados ainda é desafio para as marcas (crédito: divulgação)

Uma das conclusões do levantamento é de que, embora estejam sendo feitos progressos na forma como a publicidade online é percebida por aqueles que são mais expostos a ela, ainda há muito a ser feito para elevar os padrões criativos e a relevância.

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Particularmente penso que dificilmente uma mídia substituirá outra por completo. Vivemos num mundo extremamente heterogêneo, com 7,6 bilhões de habitantes em graus de evolução humana, econômica e cultural completamente diferentes, com necessidades e recursos muito específicos.  Assim como os meios eletrônicos e impressos ainda hoje estão distante de atingir todas as regiões do planeta os meios digitais também terão um longo caminho a a percorrer. E a convivência destes muitos meios só traz vantagens, uma vez que a cada dia temos mais ferramentas para levar a informação até onde ela precisa chegar. A matéria original é do site Meio & Mensagem.